Por Flávio Degani, consultor e diretor da Privium Consultoria.

Porque as vezes tomamos uma atitude que não resolve nossos problemas? Seja um problema específico no trabalho como por exemplo um vazamento em um motor, um processo que não é seguido ou até problemas pessoais como porque você gasta tanta gasolina ou não consegue guardar dinheiro no final do mês.

Essa situação é mais comum do que se imagina. A resolução de problemas não é algo simples exige um trabalho em equipe. Sim. Se não confiar em uma equipe para te ajudar, jamais irá resolver seus problemas. Os conceitos mais básicos de metodologias disponíveis para resolução de problemas envolvem o trabalho em equipe, principalmente em seu início, na real definição desse problema.

O Brainstorming é uma nas peças que se encaixam na maioria dessas metodologias, mas de que maneira ele deve ser utilizado?

No senso comum, o brainstorming é considerado como o famoso “toró de palpites”. O que não deixa de ser verdade já que realmente se trata disso. Mas essa ferramenta tão simples se torna negligenciada pela maioria que a usa, já que existem pequenas regras que devem sempre ser mantidas em sua execução e são deixadas de lado.

Alguma vez você já pediu conselhos a um grupo de pessoas? Amigos, família, colegas de trabalho? Entenda um grupo de pessoas como mais de duas, além de você. Qual a atitude mais comum quando se pede conselhos? O julgamento. Pessoas que dão idéias, porém são bombardeadas com palavras de negação ou olhares discriminadores dos outros do grupo ou até de você!

O Brainstorming é uma ferramenta de análise que tem por objetivo obter o maior número possível de idéias, soluções ou causas para determinado assunto por meio de opiniões claras e abertas de um grupo de duas ou mais pessoas.

O julgamento é a terceira atitude da qual as pessoas mais buscam entender, segundo o Google. Sendo assim, como tantas pessoas buscam por essa frase: “todos me julgam”, percebe-se que o julgamento é extremamente perceptível para quem o recebe, deixando o sentimento na cabeça por pelo menos algum tempo.

O que estou querendo colocar com essa simples pesquisa é que o brainstorming é um processo criativo, que jamais deve ser interrompido ou julgado.

Segundo o site CCM Saúde, “o bloqueio mental é uma forma de resistência ou repressão incontrolável, suspeitada como vindo do cérebro. Trata-se de uma recusa inconsciente de um pensamento ou de uma emoção. ”

No momento em que uma ideia é julgada isso causa certa insegurança ou até a sensação de medo em nossos cérebros, ocasionando o bloqueio mental da criatividade que se espera dessa atividade.

Em resumo, qualquer brainstorming deve ser 100% livre de julgamentos ou negação, tendo em vista que se está buscando por uma solução e que duas cabeças pensam melhor do que uma. Ainda duvida? Faça o teste.

Junte três pessoas e peça para que todos façam uma lista em um papel com o maior número possível de nomes iniciados com a letra F (ou qualquer outra letra) dentro de um minuto. Veja qual foi a maior quantidade de nomes obtidos entre as três pessoas. Eu te garanto que esse número será superado quando você listar todos os nomes levantados pelos três, mesmo excluindo os repetidos.

Em muitos casos que participei profissionalmente de um brainstorming, testemunhei pessoas que foram julgadas ou negadas durante o processo criativo e que depois disso não abriram mais a boca para falar nada. Isso gerou um enorme gap de idéias, soluções ou causas que poderiam ter sido geradas por aquela pessoa.

Mude seu conceito de pedir conselhos. Já que quando se pede por um, você deve estar disposto a OUVIR.